Reforma Tributária e Simples Nacional: entenda o novo modelo e como escolher a melhor opção para sua empresa

Descubra como a Reforma Tributária muda o Simples Nacional e aprenda a escolher entre o modelo atual ou o novo regime de IBS e CBS para sua empresa.

Inscreva-se em nossa newsletter

Receba informações essenciais para sua empresa, prazos, mudanças e oportunidades.

Compartilhe

A Reforma Tributária sobre o consumo já é uma realidade e começa a mudar a forma como empresas brasileiras lidam com impostos. Para quem está no Simples Nacional, a boa notícia é que o regime continua existindo. Mas surge uma decisão estratégica que pode impactar diretamente a competitividade, o fluxo de caixa e a relação com os clientes: optar ou não pelo novo modelo de recolhimento de tributos.

Se você tem uma micro ou pequena empresa que vende para outras empresas (B2B), esse tema merece sua atenção.

O que muda para o Simples Nacional

A partir da implementação da Reforma, as empresas do Simples poderão escolher entre duas formas de lidar com os novos tributos sobre o consumo: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

👉 Opção 1 – Permanecer no modelo atual (DAS completo):
Você continua recolhendo todos os tributos pelo Simples, incluindo IBS e CBS. A novidade é que o cliente (quando for empresa no regime regular) poderá aproveitar um crédito equivalente ao valor pago.

👉 Opção 2 – Adotar o modelo regular de IBS e CBS (o chamado híbrido):
A empresa permanece no Simples para IRPJ, CSLL, INSS e outros tributos, mas IBS e CBS são destacados na nota fiscal e recolhidos separadamente. Isso permite que o cliente tenha crédito integral desses tributos.

Por que essa escolha é importante?

Se sua empresa vende para consumidores finais (varejo ou serviços diretos), nada muda. Mas se você fornece para outras empresas, especialmente médias e grandes, a decisão impacta diretamente no preço final e na competitividade.

  • Quem ficar apenas no DAS pode ver clientes pressionando por melhores condições, já que o crédito é limitado.
  • Quem optar pelo modelo regular pode oferecer vantagem tributária ao cliente, mas terá de lidar com maior detalhamento contábil e impactos no fluxo de caixa.

Impactos práticos que o empresário precisa saber

  1. Competitividade no mercado B2B
    Empresas compradoras tendem a preferir fornecedores que garantam crédito integral de IBS e CBS. Ou seja, optar pelo regime regular pode ser uma exigência de mercado.
  2. Gestão de fluxo de caixa com split payment
    O novo sistema prevê que parte do pagamento recebido seja automaticamente destinada ao governo (o chamado split payment). Isso reduz o risco de sonegação, mas exige um planejamento financeiro mais rigoroso, já que o imposto não “passa pelo caixa” da empresa.
  3. Mais detalhamento na contabilidade
    Notas fiscais precisarão trazer informações específicas sobre IBS e CBS. Isso significa ajustar o ERP, parametrizar corretamente produtos e serviços e manter controles mais detalhados.
  4. Decisão semestral e irretratável
    A escolha entre modelo atual ou regular será feita a cada semestre, e não poderá ser alterada até o próximo período. Isso exige planejamento estratégico com antecedência.

Cronograma da Reforma Tributária

  • 2026: fase de testes com alíquota simbólica de 1% (0,1% IBS + 0,9% CBS), sem custo real para as empresas.
  • 2027: extinção do PIS e da Cofins, entrada em vigor da CBS.
  • 2029 a 2032: transição do ICMS e ISS para o IBS.
  • 2033 em diante: novo sistema plenamente implementado.

Esse cronograma mostra que ainda há tempo para se preparar, mas os ajustes precisam começar já — principalmente em sistemas, controles e contratos.

O que sua empresa deve fazer agora

  1. Simule os dois cenários: projete custos e margens no modelo atual e no regime regular.
  2. Converse com seus clientes: entenda se eles exigirão créditos integrais e como isso pode afetar sua relação comercial.
  3. Ajuste seu sistema fiscal: verifique se seu ERP já está preparado para IBS, CBS e split payment.
  4. Planeje seu caixa: antecipe os impactos de não poder mais “rodar o imposto” dentro do fluxo financeiro.
  5. Busque orientação especializada: a decisão é técnica, mas também estratégica para o futuro do negócio.

Conclusão

A Reforma Tributária não acabou com o Simples Nacional, mas trouxe um ponto de atenção essencial para empresas que vendem para outras empresas. A escolha entre continuar no DAS ou migrar para o modelo regular de IBS e CBS será decisiva para a saúde financeira e competitividade do seu negócio.

O momento é de planejamento. Quanto antes sua empresa avaliar cenários, ajustar processos e preparar o caixa, mais preparada estará para as mudanças que vêm pela frente.

👉 Quer entender qual é a melhor escolha para a sua empresa no Simples Nacional?
Fale agora com um especialista da PBA Contabilidade e tome decisões com segurança.

Navegue pelo conteúdo

Inscreva-se em nossa newsletter

Receba informações essenciais para sua empresa, prazos, mudanças e oportunidades.