Fluxo de caixa e DRE: qual a diferença e por que a empresa lucra e fica sem dinheiro

Fluxo de caixa e DRE

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Fluxo de caixa e DRE respondem a duas perguntas diferentes sobre o mesmo mês. A DRE, Demonstração do Resultado do Exercício, responde se a empresa deu lucro. O fluxo de caixa responde se sobrou dinheiro. As respostas podem ser opostas, porque cada relatório segue uma regra: a DRE registra a venda e a despesa quando elas acontecem, e o fluxo de caixa registra só o que entrou e saiu da conta bancária.

É por isso que tantos donos de empresa recebem do contador uma DRE com lucro e, no mesmo dia, olham um extrato no vermelho. Nenhum dos dois relatórios está errado. Este texto explica a regra de cada um, mostra como ler a DRE linha a linha, monta um exemplo com os mesmos números nos dois relatórios e termina com o que olhar em cada decisão: preço, retirada, contratação e investimento.


Qual a diferença entre fluxo de caixa e DRE?

A DRE é feita pelo regime de competência. Competência quer dizer que a receita entra no mês em que a venda ou o serviço aconteceu, mesmo que o cliente pague depois, e que a despesa entra no mês a que ela se refere, mesmo que seja paga em outro. A Lei 6.404/1976 diz isso de forma direta no art. 187, § 1º: no resultado entram “as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda”, e os custos e despesas, “pagos ou incorridos”, correspondentes a essas receitas.

O fluxo de caixa é feito pelo regime de caixa. Só existe o que passou pela conta: o dinheiro que caiu e o dinheiro que saiu, na data em que isso aconteceu. Uma venda de outubro com boleto para dezembro não aparece no caixa de outubro.

As normas contábeis mantêm essa separação de forma expressa. Nas normas completas, o CPC 26, item 27, manda a entidade elaborar as demonstrações contábeis “exceto para a demonstração dos fluxos de caixa, utilizando-se do regime de competência”. Na norma do Conselho Federal de Contabilidade para microentidades, a NBC TG 1002, a regra é a mesma: as demonstrações são feitas “pelo Regime de Competência (exceto o fluxo de caixa)”.

Na prática, a diferença aparece assim:

SituaçãoNa DRE (competência)No fluxo de caixa (caixa)
Venda de outubro, paga em dezembroReceita em outubroEntrada em dezembro
Compra de estoque paga à vistaCusto só quando a mercadoria for vendidaSaída no dia do pagamento
Parcela de empréstimoSó os juros, como despesa financeiraA parcela inteira
Compra de máquina à vistaDepreciação, um pedaço por mês ao longo da vida útilO valor inteiro no dia da compra
Imposto sobre as vendas do mêsDedução no mês da vendaSaída no mês do vencimento, em geral o seguinte
Adiantamento recebido de clienteReceita só quando o serviço for entregueEntrada no dia do depósito

Um relatório não substitui o outro. A DRE mostra se o negócio, do jeito que está montado, gera resultado. O fluxo de caixa mostra se a empresa vai conseguir pagar as contas enquanto esse resultado não vira dinheiro.


Como ler a DRE, da receita bruta ao lucro líquido

A DRE é uma escada que desce da venda até o lucro. A ordem das linhas vem do art. 187 da Lei 6.404, e cada degrau responde a uma pergunta diferente. Numa empresa de comércio ou de serviços, ela costuma ter esta forma:

LinhaO que mostra
Receita brutaTudo o que foi vendido ou faturado no período
(-) DeduçõesImpostos sobre a venda, devoluções e descontos concedidos
= Receita líquidaO que de fato pertence à empresa das vendas
(-) Custo das mercadorias ou dos serviços vendidosO que foi gasto para entregar exatamente o que foi vendido
= Lucro brutoQuanto sobra da venda para pagar a estrutura
(-) Despesas operacionaisAluguel, salários da área administrativa, sistemas, marketing, contador, depreciação
(+/-) Resultado financeiroJuros pagos e recebidos, tarifas bancárias, rendimento de aplicação
= Resultado antes dos tributos sobre o lucroO lucro da operação depois do custo do dinheiro
(-) IRPJ e CSLLQuando o regime tributário os cobra à parte
= Lucro ou prejuízo líquidoO resultado do período

Três leituras resolvem a maior parte das dúvidas. A primeira é a margem bruta, o lucro bruto dividido pela receita líquida. Se ela cai de um mês para o outro sem que o preço tenha mudado, o custo de compra ou de execução subiu. A segunda é o peso das despesas operacionais sobre a receita: estrutura que cresce mais rápido que a venda come o lucro mesmo com margem bruta estável. A terceira é o resultado financeiro: juros pesados nessa linha indicam que a empresa está pagando caro para financiar a própria operação.

A DRE que o contador entrega no fechamento anual segue as normas contábeis. Para decidir o mês, muitas empresas usam também uma DRE gerencial, mensal, com as mesmas linhas e às vezes com mais detalhe, como a separação dos custos por produto ou por tipo de serviço. A lógica é a mesma; muda o nível de detalhe e a frequência.


Como o fluxo de caixa é organizado: operação, investimento e financiamento

O fluxo de caixa no formato contábil se chama Demonstração dos Fluxos de Caixa, a DFC. A Lei 6.404 (art. 188, I) e o CPC 03 (item 10) mandam separar as entradas e saídas em três blocos, e essa separação é útil mesmo na planilha gerencial mais simples.

O bloco operacional reúne o dinheiro da atividade do dia a dia: recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores, salários, aluguel, impostos. É o bloco que mais importa. Uma empresa saudável gera caixa aqui, mês após mês. Se o operacional fica negativo por vários meses seguidos, a operação está consumindo dinheiro, e alguma coisa está sendo usada para cobrir o buraco.

O bloco de investimento mostra a compra e a venda de bens de longo prazo, como máquinas, veículos, computadores e reformas. O bloco de financiamento mostra o dinheiro que vem de fora da operação e volta para quem o emprestou ou investiu: empréstimos recebidos, parcelas pagas, aporte dos sócios e distribuição de lucros.

Há duas formas de montar o bloco operacional, e ambas estão no CPC 03 (item 18). O método direto lista as entradas e saídas como aparecem no extrato: recebido de clientes, pago a fornecedores, pago de salários. É o mais fácil de ler para quem não é da área. O método indireto parte do lucro da DRE e vai ajustando, item por item, tudo o que entrou no lucro sem passar pelo caixa. É o mais útil para explicar por que os dois números são diferentes, e é exatamente o que o exemplo deste artigo faz mais adiante.


Por que a empresa dá lucro e fica sem dinheiro?

Porque cinco situações comuns entram na DRE em um momento e no caixa em outro: venda a prazo, compra de estoque, parcela de empréstimo, compra de máquina e imposto pago no mês seguinte. Somadas, elas podem transformar um lucro em saldo negativo no mesmo mês.

Venda a prazo. A receita entra na DRE no mês da venda, e o dinheiro só no vencimento. Quanto mais a empresa vende a prazo, mais o lucro se afasta do caixa. Em empresa que está crescendo, o efeito se acumula: cada mês tem mais a receber do que o anterior. Prazo de recebimento longo e inadimplência são as causas mais frequentes de aperto, e é por isso que uma política de cobrança com régua definida mexe tanto no caixa.

Compra de estoque. A mercadoria comprada sai do caixa quando é paga, mas só vira custo na DRE quando é vendida. A NBC TG 1002 (item 13.6) diz isso de forma expressa: o estoque vira despesa “no período no qual a receita de venda relacionada é reconhecida”. Estoque parado é dinheiro que já saiu da conta e ainda não apareceu em lugar nenhum da DRE.

Parcela de empréstimo. Parcela de empréstimo não é despesa. Ela tem duas partes: os juros, que entram na DRE como despesa financeira, e a amortização, que é a devolução do dinheiro emprestado e não passa pela DRE. No caixa, a parcela inteira sai. Uma empresa que paga R$ 8 mil de parcela por mês pode estar vendo só R$ 2 mil disso na DRE.

Compra de máquina ou equipamento. O valor sai inteiro do caixa no dia da compra. Na DRE, ele entra aos poucos, como depreciação, ao longo dos anos de uso do bem. Um equipamento de R$ 12 mil com vida útil de dez anos pesa R$ 100 por mês no resultado e R$ 12 mil no caixa do mês em que foi pago.

Imposto do mês seguinte. O imposto sobre a venda entra na DRE no mês da venda, mas é pago depois. A guia do Simples, por exemplo, é paga no mês seguinte ao da apuração. Esse descasamento joga a favor do caixa no mês da venda e contra no mês do pagamento. O mesmo acontece com o 13º salário e as férias, que a DRE reconhece mês a mês e o caixa paga de uma vez; a conta mensal está em provisão de 13º salário.

O efeito contrário também existe. Uma empresa de serviços que recebe R$ 30 mil de entrada em outubro por um projeto que só será entregue em dezembro tem esse dinheiro no caixa de outubro, mas nenhuma receita na DRE, que só reconhece a venda quando o serviço é prestado. Nesse mês, a DRE pode mostrar prejuízo com a conta cheia. Gastar esse dinheiro como se fosse sobra é o erro: ele pertence ao trabalho que ainda vai ser feito.

Quando essas diferenças são permanentes, por exemplo porque a empresa sempre vende a prazo e sempre mantém estoque, elas viram uma necessidade fixa de dinheiro parado na operação. O cálculo dessa necessidade está em como calcular capital de giro.


Exemplo: os mesmos números na DRE e no fluxo de caixa

Uma loja de materiais fechou outubro com estes fatos. Para isolar o efeito de cada item, o exemplo considera que não havia valores de meses anteriores para receber ou pagar em outubro, e trata o imposto sobre as vendas como o único tributo do mês. Os valores são ilustrativos.

  • Vendeu R$ 100.000. Recebeu R$ 60.000 no próprio mês; os outros R$ 40.000 foram vendidos com boleto para 60 dias.
  • O imposto sobre essas vendas foi de R$ 6.000, que vence em novembro.
  • Comprou e pagou à vista R$ 70.000 de mercadoria. Dessa compra, R$ 55.000 foram vendidos no mês e R$ 15.000 ficaram na prateleira.
  • Pagou R$ 25.000 de despesas do mês: aluguel, salários, sistemas, contador.
  • Comprou à vista um equipamento de R$ 12.000, com vida útil estimada de dez anos.
  • Pagou a parcela do empréstimo, de R$ 8.000: R$ 6.000 de amortização e R$ 2.000 de juros.

A DRE de outubro:

LinhaValor
Receita bruta de vendasR$ 100.000
(-) Imposto sobre as vendas(R$ 6.000)
= Receita líquidaR$ 94.000
(-) Custo das mercadorias vendidas(R$ 55.000)
= Lucro brutoR$ 39.000
(-) Despesas operacionais(R$ 25.000)
(-) Depreciação do equipamento (R$ 12.000 ÷ 120 meses)(R$ 100)
(-) Juros do empréstimo(R$ 2.000)
= Lucro do mêsR$ 11.900

O fluxo de caixa de outubro:

BlocoMovimentoValor
OperacionalRecebido de clientesR$ 60.000
OperacionalPago pela mercadoria(R$ 70.000)
OperacionalDespesas pagas(R$ 25.000)
Subtotal operacional(R$ 35.000)
InvestimentoCompra do equipamento(R$ 12.000)
FinanciamentoParcela do empréstimo (R$ 6.000 de amortização e R$ 2.000 de juros)(R$ 8.000)
Variação do caixa no mês(R$ 55.000)

A mesma empresa, no mesmo mês, teve R$ 11.900 de lucro e R$ 55.000 a menos na conta. Para fechar outubro sem atrasar nada, ela precisava ter começado o mês com pelo menos R$ 55 mil de saldo, ou recorrer a crédito.

Uma observação sobre os juros: o CPC 03 permite classificá-los no bloco operacional ou no de financiamento, e recomenda o operacional. O exemplo deixa a parcela inteira junta, no financiamento, para facilitar a leitura. A variação total do caixa é a mesma nos dois casos.

A ponte entre os dois números. O método indireto parte do lucro e ajusta cada item que entrou na DRE sem passar pelo caixa, ou passou pelo caixa sem entrar na DRE:

AjusteEfeitoSaldo
Lucro do mêsR$ 11.900
(+) Depreciação, que reduziu o lucro mas não saiu do caixa+ R$ 100R$ 12.000
(-) Vendas a prazo ainda não recebidas– R$ 40.000(R$ 28.000)
(-) Mercadoria paga que ficou no estoque (R$ 70.000 – R$ 55.000)– R$ 15.000(R$ 43.000)
(+) Imposto que entrou na DRE e só será pago em novembro+ R$ 6.000(R$ 37.000)
(-) Compra do equipamento– R$ 12.000(R$ 49.000)
(-) Amortização do empréstimo– R$ 6.000(R$ 55.000)

As cinco causas da seção anterior estão todas aí. A maior delas, nesse caso, é a venda a prazo: R$ 40 mil de vendas que ainda estão no bolso do cliente. E o imposto mostra como o efeito muda de lado: em outubro ele ajudou o caixa em R$ 6 mil; em novembro, esses R$ 6 mil saem sem nenhuma venda nova para compensar.

Nada nesse exemplo indica que a loja vai mal. A margem existe e o negócio dá lucro. O que ele indica é que a loja precisa saber, antes de o mês começar, quanto dinheiro vai precisar ter na conta para atravessá-lo.


Qual relatório usar para cada decisão

A regra geral é simples: a DRE diz se a decisão vale a pena, e o fluxo de caixa diz se a empresa aguenta a decisão até ela dar retorno. Na maioria das decisões, os dois precisam ser lidos juntos.

Preço e desconto. Olhar a DRE, e de preferência a margem de contribuição. Margem de contribuição é o que sobra de cada venda depois de pagar o que só existe por causa dela: o custo da mercadoria ou do serviço, o imposto sobre a venda, a comissão e a taxa do cartão. É essa sobra que paga a estrutura fixa e forma o lucro. Um desconto que zera a margem de contribuição aumenta a venda e o prejuízo ao mesmo tempo. A conta do preço com o imposto dentro está em precificação de serviços com impostos.

Cortar preço porque o caixa está apertado. Antes de mexer no preço, ler os dois relatórios. Se a DRE mostra lucro e o caixa está negativo, o problema quase nunca é o preço: é prazo de recebimento, estoque ou dívida. Baixar o preço nesse caso reduz o lucro e não resolve o caixa.

Retirada e distribuição de lucros. A DRE diz quanto existe de lucro para distribuir; o fluxo de caixa diz quanto pode sair agora sem faltar para fornecedor e folha. No exemplo da loja, há R$ 11.900 de lucro em outubro, e distribuir esse valor naquele mês aumentaria o buraco do caixa para R$ 66.900. Distribuir lucro que existe na DRE mas não existe na conta é uma das formas mais rápidas de levar a empresa ao cheque especial. As regras de cada forma de retirada estão em pró-labore ou distribuição de lucros.

Contratação. A DRE mostra se a receita adicional esperada cobre o custo total do novo funcionário. O fluxo de caixa projetado mostra se a empresa consegue pagar os salários dos primeiros meses, quando o custo já existe e a receita nova ainda não chegou.

Investimento em máquina, reforma ou veículo. O fluxo de caixa projetado decide a forma de pagamento: à vista, parcelado ou financiado. A DRE mostra se o investimento se paga, comparando a depreciação e os juros com o ganho de receita ou a economia que ele traz.


Pequena empresa é obrigada a ter DFC?

Depende do tipo de sociedade e do tamanho, e a resposta curta para a maioria das pequenas empresas é não. Já a DRE é obrigatória para toda sociedade empresária.

A obrigação da DRE vem do Código Civil. O art. 1.179 obriga o empresário e a sociedade empresária a manter contabilidade e “levantar anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico”, que é o nome que o código dá à DRE (art. 1.189).

A DFC, no formato formal, tem duas regras. A primeira é da Lei 6.404, que vale para as sociedades anônimas: ela inclui a DFC entre as demonstrações obrigatórias (art. 176, IV), mas dispensa a companhia fechada com patrimônio líquido inferior a R$ 2 milhões na data do balanço (art. 176, § 6º). A segunda é das normas do Conselho Federal de Contabilidade, que separam as empresas pela receita bruta do ano anterior, conforme a ITG 1000 de 2022:

  • Microentidade, com receita bruta de até R$ 4,8 milhões por ano. O conjunto obrigatório, pela NBC TG 1002, é o balanço patrimonial, a DRE e a demonstração de lucros ou prejuízos acumulados. A DFC não faz parte dele, e as notas explicativas são incentivadas, mas não obrigatórias.
  • Pequena empresa, com receita bruta acima de R$ 4,8 milhões e até R$ 78 milhões. Pela NBC TG 1001, o conjunto completo inclui a DFC, além da demonstração das mutações do patrimônio líquido e das notas explicativas.

Quem ainda encontrar referência à “ITG 1000” dizendo que a DFC é facultativa para ME e EPP está lendo a versão de 2012, revogada para os exercícios iniciados a partir de 2023.

Nada disso responde à pergunta que importa para a gestão. A DFC anual é um relatório do passado, entregue meses depois do fechamento. O fluxo de caixa que ajuda a decidir é outro: o gerencial, atualizado toda semana, e principalmente o projetado. Nenhuma lei obriga a empresa a tê-lo, e é ele que avisa o aperto com semanas de antecedência.


Fluxo de caixa projetado e a rotina mensal mínima

O fluxo de caixa projetado é a mesma planilha de entradas e saídas, só que olhando para frente. Ele começa com o saldo de hoje e soma, semana a semana, tudo o que está previsto para entrar e sair nos próximos 60 ou 90 dias. O resultado é o saldo previsto ao fim de cada semana, e a semana em que ele fica negativo é a data do problema.

Para montar a projeção, quatro fontes bastam:

1. Contas a receber, pela data de vencimento de cada boleto, parcela de cartão ou fatura, descontando a parte que historicamente atrasa. 2. Contas a pagar já assumidas: fornecedores, aluguel, folha, impostos do mês, parcelas de empréstimo. 3. Pagamentos sazonais, que são os que mais surpreendem: 13º salário em novembro e dezembro, férias, renovação de seguro, licenças anuais. 4. Retiradas dos sócios previstas, separadas das contas da empresa. Sem essa separação, nenhuma projeção fecha, e o método está em como separar finanças pessoais e da empresa.

A rotina mínima que mantém fluxo de caixa e DRE conversando cabe em uma reunião por mês:

  • Fechar a DRE do mês anterior com a contabilidade em dia, e não só no fim do ano.
  • Colocar ao lado a variação do caixa no mesmo mês.
  • Explicar a diferença entre os dois números pelas cinco causas: quanto ficou em contas a receber, quanto foi para estoque, quanto foi amortização de dívida, quanto foi investimento e quanto de imposto e provisão ficou para pagar depois.
  • Atualizar a projeção dos próximos 90 dias com o que se aprendeu.

Para fazer essa leitura, o que pedir ao contador é objetivo: a DRE mensal, e não apenas a anual; o balancete do mês, que mostra os saldos de clientes, estoque, fornecedores e empréstimos; e a separação entre juros e amortização em cada parcela de empréstimo. Com esses três documentos e o extrato bancário, a diferença entre lucro e caixa deixa de ser um mistério e passa a ser uma lista de causas com valor em reais.

Recebe a DRE todo mês e não sabe o que fazer com ela? Fale com a PBA Contabilidade sobre o BPO financeiro.

Fontes

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